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Trajetória de Muricy Ramalho: Títulos, vitórias e frases do treinador

Written By Unknown on domingo, 30 de novembro de 2014 | 08:51

Comandante completa 59 anos de muita bola no pé, taças na mão e história no futebol brasileiro


Muricy Ramalho, hoje treinador do São Paulo, completa, neste domingo (30), 59 anos de idade. Entre vitórias, títulos e frases célebres, nós do FOXSports.com.br elencamos seus jogos mais marcantes em anos de títulos nacionais e internacionais angariados nestes anos de “trabalho, meu filho”.
São Paulo, Copa Conmebol de 1994
Grande jogo: Final contra o Peñarol. Supriu a ausência de Telê Santana comandando o time reserva do São Paulo – que contava com nomes como os de Rogério Ceni, Denílson e Caio – em uma goleada de 6 a 1 sobre os uruguaios.
Náutico, Campeonato Pernambucano de 2001 e 2002
Grande jogo: Final de 2001 contra o Santa Cruz, no Arruda. O Náutico venceu por 2 a 0. No ano do centenário do Timbu, Muricy ajudou o clube a quebrar um jejum de 11 anos sem títulos e a tirar o hexacampeonato do maior rival, o Sport.
Figueirense, Campeonato Brasileiro de 2002
Grande jogo: 4 a 2 sobre o Internacional, no Beira-Rio, em setembro daquele ano, pelo Brasileiro. Foi a primeira vez na história que os catarinenses venciam na casa colorada. A vitória dramática foi o início de uma reação que livrou o Figueira do rebaixamento.
São Caetano, Campeonato Paulista de 2004
Grande jogo: Pelas semifinais do torneio, o São Caetano eliminou o badalado Santos de Robinho, Diego, Elano e companhia com uma goleada de 4 a 0, no Anacleto Campanella. O primeiro jogo daquela fase, na Vila Belmiro, havia terminado empatado em 3 a 3. Depois dos vices da Copa João Havelange, em 2000, do Brasileirão, em 2001, e da Libertadores, em 2002, Muricy comandou o Azulão no único título da história do clube, sacramentado com duas vitórias sobre o Paulista (3 a 1 e 2 a 0) na final.
Internacional, 2005
Grande jogo: Depois da conquista do Gaúcho de 2005 – o quinto estadual consecutivo de Muricy – o técnico levou o Inter ao vice-campeonato no Brasileiro, marcado pelo escândalo da anulação de 11 jogos por causa de denúncias de compra de resultados e de árbitros. O jogo mais representativo de Muricy nessa fase foi justamente contra o campeão do torneio, o Corinthians. O empate por 1 a 1, no Pacaembu, pela 40ª rodada do campeonato, tirou as chances do Inter, que estava na vice-liderança, de empatar em pontos com o rival paulista. O técnico ficou revoltado com a atuação do árbitro Márcio Rezende de Freitas, que não marcou um pênalti para o Inter e ainda expulsou Tinga, alegando que o colorado havia simulado a falta dentro da área. "Dá logo a taça para eles, então! O que mais revolta é que o Márcio não teve coragem de apitar”, disparou.
São Paulo, 2006-2008
Grande jogo: Em 2006 e em 2007, o São Paulo conquistou o título com tranquilidade, garantindo-se campeão com duas e quatro rodadas de antecedência e distância de nove e 15 pontos para os segundos colocados, respectivamente. Em 2008, a história foi diferente. Na 20ª rodada, em agosto, o São Paulo acumulava 11 pontos de distância para o líder Grêmio, e só conseguiu comemorar a conquista do campeonato na última partida, vencida por 1 a 0, diante do Goiás.
Um jogo, em especial, pode ser lembrado: a vitória de 3 a 0 sobre o Internacional, em 3 de novembro. Os gols foram de Borges, Dagoberto e Hugo – que fez a célebre "tabela com a trave" antes de tocar para o gol e comemorou o tento simulando dirigir um carro, em homenagem a Felipe Massa, vice-campeão da Fórmula 1 naquele ano. Foi nesta partida que o Tricolor do Morumbi assumiu a liderança do Campeonato pela primeira vez em 2008.
Fluminense – Campeonato Brasileiro, 2010
Muricy acabaria por conquistar seu quarto título do Campeonato Brasileiro, sendo eleito, ainda, no Prêmio Craque do Brasileirão de 2010, pela quinta vez, o melhor treinador do Brasil. Quebrou um jejum de 26 anos do Fluminense sem vencer o torneio.
Grande jogo: Goleada por 4 a 1 sobre o São Paulo, no Morumbi, na 36ª rodada. O resultado contra o ex-clube de Muricy garantiu o tricolor carioca na Libertadores e fez com que, às vésperas do fim do campeonato, o time retomasse a liderança, com um ponto de vantagem para o então vice-líder Corinthians.
Santos – Libertadores, 2011
Grande Jogo: Contra o Cerro Porteño, na penúltima rodada da fase de grupos. Muricy teve que escalar o time sem Neymar, Zé Eduardo e Elano, e, no dia do aniversário do Peixe, em 14 de abril, evitou a eliminação precoce da equipe, com uma vitória fora de casa por 2 a 1. O Santos se sagraria tricampeão da Libertadores naquele ano.
Apesar das glórias conquistadas com a equipe, o técnico deixou a Vila Belmiro desgostoso. "Fui campeão quatro vezes (Paulistas de 2011 e 2012, Libertadores de 2011 e Recopa de 2012). Imagina esses números na Inglaterra? Em dois anos, seis finais. Eles me dariam um contrato de dez anos. Aqui, a gente é mandado embora. É assim mesmo".

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